liberdade ainda que tardia.

1 09 2009

preciso aperfeiçoar meus dizeres. limpar as letras antes que virem palavras e estas devem ser seletas pra não gerarem frases sem porquê.

penso, logo me preocupo.
o que ando fazendo com a minha massa cinzenta aqui dentro dessa caixa de osso com um cadeado, do qual a chave não sei onde coloquei.
preciso abri-la pra libertar a angústia que precisa sair.
sinto.
fico louca.
a razão não é certa. o que sinto não se encaixa e a caixa ainda está trancada.
quem dera o cadeado fosse aqueles de senha, sabe?!
mesmo ficando aqui, tentando mais 5/ 6 mil combinações, a esperança mostrar-se-ia. ia.

tantas palavras…
são tantas.
a angústia permanece trancada.





1 04 2009

eu também

eu também

olá, sei que faz tem não passo por aqui. fiz esse blog com o intuito de mostrar algumas escrituras minhas. de fato fiz jus à isto, mas ultimamente tem sido difícil postar algo de interessante, na verdade tem sido difícil eu sentar e pensar e escrever sobre algo interessante. não é falta de assunto, é falta de gás, e acredito que também uma certa falta de dedicação ao blog.

estou fazendo faculdade de fotografia então estou mais direcionada à isso. inspirada na idéia de amigas minhas (http://tccendo9.wordpress.com/) vou dedicar este post à minha trajetória fotográfica, ás minha sensações, aprendizados, erros, acertos, sucessos e fracassos.

 

dedico então, a partir de hoje, 1º de abril (isso não é mentira), este blog à fotografia.

à minha fotografia.

 

nos foi passado um briefing do SPFW (São Paulo Fashion Week) com o tema ‘Paixão e Morte’, preciso entregar até sábado, dia 04/04, e ainda não fiz. vou pegar a câmera hoje na faculdade e ver o que consigo fazer já que hoje não tenho aula, pois dispensei a matéria (aê!).

 

o resultado eu mostro.

 

beijos

 

ps.: claro que vou divulgar né. acessem: http://www.flickr.com/photos/mairadomingues/

 

 

 

 

 





27 02 2009

a que vale um amor quando ele é só pra um?
nenhum.
e mesmo que ele não seja verbalmente materializado ainda assim é amor.
há falhas e esquecimentos vindos juntos com problemas que acabamos priorizando.
o que não significa que ele deixe de existir, que o deseja tenha diminuído ou que há outro alguém para preencher o lugar.
os gestos e olhares falam por si só.

teremos nós que escrever num caderninho de lembranças todas as coisas boas que devemos falar à todas as pessoas que merecem?
e as que não merecem, deveme merecer para que façamos nós a nossa parte no fazer o bem sem ver à quem?

a vida prega peças que nem são tão difíceis de despregar, mas mesmo a gente fica estagnado e preso às pregas.

a dificuldade na dor não vem em encontrar a solução, mas em tê-la na mão e não usar.





ache.

24 01 2009

você pode achar que suas idéias são muito avançadas
e que o pretinho básico já saiu de moda
o tradicional já perdeu espaço
e a tradição não existe mais

você pode acar que vestir roupas da sua mãe te faz ir além
e que não é dessas de reciclar idéias

você ainda não realizou, meu bem.
mas o que prevalece é o viver

você sabe do correto, mas não gosta dele
quer contrariar usando fatos superficiais

você pensa que é, mas ainda tem muito a pensar em ser.





um trecho sem eira nem beira.

19 12 2008
entardecer

entardecer

…não via mais quem estava a seu alcance ou quem lhe era dada a chance de aproximação, só sentia que aquilo já não estava mais dentro do seu contexto. Ou então ela era o fora de contexto. Tentava de muitas formas encontrar a saída de suas tão questionáveis perguntas sem respostas. Não conseguia se livrar delas, não sabia como pôr a rede de proteção entre o que via, ouvia, sentia para o que pensava. O sentir sempre foi maior.

E era tida como a razão sempre. Descobriu que a razão vem sempre de fora, o que sente é o que prevalece.

Numa tarde sem ter muito o que fazer, pôs-se a pensar em como tudo aquilo que vivera e estava vivendo fazia sentido para outros. Não fazia. Foi uma tarde em vão que perdeu tentando achar soluções dentro de si. A cada passo que ia dando, a cada degrau que ia subindo – ou não -, ela pensava em desistir e só ser levada, sem tanta conversa, sem tanto pensamento, sem tantos planos.

E ela continua…





23 10 2008

jardim

jardim

mas parece que essa sombra nunca chega. aliás, chega. mas na forma de nuvem.
uma nuvem preta que não insiste em sair né não?!
a nuvem preta não vai sair. aliás, vai. mas quando vc menos espera.
porque enquanto vc prestar atenção nela, ela não vai sair.
admirável pessoas que não deixam transparecer que a nuvem preta tá ali.
a vida se torna menos obscura.
e a própria pessoa é o raio de luz que todos notam.
e sorriem pra ela, abraçam ela, e dão risada com ela (e dela).
e ela ri.

mamãe me disse que a vida é feita de momentos de felicidade.
não há felicidade plena.
quem busca essa felicidade não será feliz.
há momentos.
é preciso cultivar esses momentos pra que eles sejam maiores do que os momentos de tristeza, mas esses vão existir de qualquer maneira.

então pros momentos de felicidade.
que sejam vividos da melhor maneira.
porque os de tristeza não vão desaparecer.
e se desaparecessem, então, os de felicidade não existiriam, correto?!

 

observação pessoal, vulgo pensamento alto: lindo seria se eu aplicasse tudo o que escrevo.





20 10 2008
sequestro santo andre

sequestro santo andre

e esse caso da eloá? tal fato só mostra como a polícia brasileira tem carência de pessoas pensantes em seu comando. pessoas pensantes que pensam com a razão, com a lógica dos fatos, com o fato de que há uma inocente nas mãos de um assassino, mas mesmo assim prefere arriscar a vida da inocente para preservar a vida do assassino.

a polícia não é, de maneira nenhuma, mal esquipada, com  restrição de equipamentos tecnológicos que possam ser usados à seu favor ou coisa parecida. muito pelo contrário. a polícia invade favelas, enfrenta traficantes nacionais e internacionais com uma base de defesa complexa e super bem estruturada, mas não consegue fazer com que um jovem delinquente de 22 anos com uma, sei lá, 38 na mão saia do apartamento ou seja detido da forma que precisasse ser. atirar? é, quem sabe fosse uma boa alternativa. mandar a amiga lá, definitivamente, não é uma boa alternativa. onde esta mãe estava com a cabeça? onde esse policial estava com a cabeça? gente, vamos pensar!!

de uma maneira muito breve como podemos analisar esse sequestro? qual foi o saldo? hmmmmmm, vejamos… a polícia mais desqualificada do que nunca, uma amiga ferida, uma jovem morta, um delinquente vivo (mas não por muito tempo, isso é fato), uma família desfalcada, milhões de brasileiros indignados, uma mídia sensacionalista, um faustão com cara de bobo e logo mais um documentário e/ou filme, como esse que vai ser lançado ‘Última Parada 174′.

a que podemos indignarmos quando há tantos casos como esses todos os dias e tantos lugares do nosso país?! é mais um dentro de vários que nem noticiados à justição são. é uma vergonha ver que tais pessoas são tratadas com tanto descaso. são vidas mal valorizadas e injustiças que não se acabam nunca. será mesmo que a mudança deste quadro está em nossas mãos? ou mesmo que gritássemos o sificiente nossos gritos calar-se-iam diante do eco?!





roteiro.

9 10 2008

a capivara

a capivara

Rafael era um garoto muito diferente dos outros. Seu pai foi da Polícia Florestal, mas teve que se aposentar antes do previsto devido a um acidente durante a tentativa de resgate de alguns animais que abruptamente invadiram a pista da Rodovia dos Imigrantes, sentido Praia Grande, em plena véspera de Ano Novo. Após o trágico acontecimento, tornou-se um herói às vistas da corporação e sua família. A partir de então, decidiu dedicar-se a carpintaria, um antigo hobbie. Sua mãe era professora do jardim de infância e apaixonada por plantas, passava horas cuidando do jardim nos fundos do quintal onde morava. Seus pais se conheceram durante um congresso de proteção aos animais selvagens que eventualmente apareciam nas cidades. Foi paixão a segunda vista, pois Dona Ana – mãe de Rafael – estava muito concentrada em organizar a fila de formigas em direção ao canto do salão para que nenhum pé humano as desfalcassem. Casaram-se depois de 3 meses de namoro e tiveram dois filhos, Rafael e João. Moraram por um bom tempo numa casinha nos fundos de um restaurante vegetariano na Vila Madalena, depois mudaram-se para um apartamento no mesmo bairro, contra vontade de Dona Ana, pois agora não teria mais espaço para cultivar sua plantação. Mas isso não foi necessariamente um problema, a varanda tinha uma ótima iluminação solar.

João era mais apegado ao pai e Rafael mais apegado a mãe. João gostava de brincar de luta, enquanto Rafael preferia pintar (no papel, no tapete, na parede). Rafael teve 17 projetos de ‘feijão no algodão’ e João tinha 17 pipas. João queria ser piloto da aeronáutica e Rafael queria ser um jabuti.

Rafael nunca foi uma pessoa estudiosa, era disperso e literalmente vivia pensando na morte da bezerra – ele não se conformava como aquela bezerra tão linda pôde ser consumida por carrapatos, conhecimento que tivera durante uma visita a uma fazenda no interior. Na escola era muito popular, tinha muitos amigos (ou pelo menos acreditava nisso), todos sempre sorriam, acenavam e apontavam para ele. Ele gostava dessa receptividade. João era mais calado, anti-social, não tinha muitos amigos e nem fazia questão de tê-los. Tinha uma cara fechada o que provocava medo e euforia de outros garotos para atiçá-lo em busca de uma briga, mas João nunca brigou na escola. Apenas fora. Não gostava de ver como seu irmão era tratado. Eventualmente, tirava Rafael de alguma rodinha de conversa animada e, discretamente, arrancava uma folha de papel das costas do irmão sem que ele percebesse. João nunca contava sobre esse tipo de gozação, pois tinha medo que Rafael ficasse decepcionado ou até mesmo deprimido com a falsa simpatia dos colegas.

Rafael tinha um objetivo: estudar na USP. E conseguiu, prestou Jornalismo. Encantava-lhe a idéia de estudar envolto daquela natureza e diversidade de fauna e flora (mesmo que não fosse tudo isso). Passava os intervalos e horários vagos caçando companhia para desbravar os cantos da universidade. Claro, sempre acompanhado de seu canivete suíço. Demorou sete anos para que Rafael se formasse em jornalismo, o que deveria ter sido concluído em quatro. Ele não se importava nenhum pouco com isso, pois ‘tudo tem seu tempo, assim como uma semente dará frutos e o ovo virará galinha’.





4 10 2008
block party

block party

dia 02 chegou o esperado dia. dia do VMB (Video Music Brasil ou Brazil, não sei ao certo).

foi legal, uma experiência bacana. muito interessante ver quantas pessoas estão envolvidas e concentradas e afim mesmo, sabe?!

a festa foi bacana, muitos adolescentes por lá, pessoas estranhas outras mais ainda. o marcos mion é um ótimo anfritrião, ele tem um carisma incrível. o marcelo adinet e o quiabo sensacionais também, o marcelo tem um talento incrível. e é muito bonito, por sinal.

D2 fazendo apologia à maconha, vanessa da mata sem graça como sempre, maria rita com roupa de festa de debutante, pitty com uma franja estranhíssima, volcalista da banda do junior (sim, porque vai demorar pra ele ser o vocalista do Nove Mil Anjos – nome da banda) muito ééé.. ahnnn.. bom, digamos, diferente, junior toca bem, muito bem, chimbinha é rei, fofão não deve NUNCA ser apresentadora de coisa alguma, bonde do rolê é bacana, e a banda que eu mais tava esperando, tirando a do junior (sim, tenho uma paixão pelo junior desde qui cô cê foi fazê no mato maria chiquinha.), o block party me decepcionou TOTAL.

começo: entra a banda ok, premiação acontecendo de um lado e eu olhando a banda de outro, o guitarra ficou bem na minha direção e eu fiquei olhando pra ele (não, ele não tão bonito assim, provavelmente eu estava pensando na morte da morsa), até que ele me dá um sorriso sem dentes e um tchau e eu retribuí e pensei: que fofo! a banda começa e há algo estranho no ar, eu penso: nããããão, nãããããão, não é possível. mas sim, meu povo, foi possível, block party fez PLAY BACK! e eu pensei: mas por que? por que play back?! daí eu percebi que estavam todos chapados quando o batera estava tocando, foi jogar a baqueta e uma delas foi parar no chão, do seu lado esquerdo, com a música rolando o batera saiu da bateria, resgatou a pobre baqueta e continuou tocando com um sorriso de orelha a orelha. o guitarra era o único “sóbrio” então eu concluí que aquele sorriso fofo foi um sorriso de: merda, o que eu tô fazendo aqui?! saco, bando de bêbados do caralho! e como se não bastasse ele cantaram 2 (duas) músicas. com a vaia  do público no fim da primeira música, a banda esculachou de vez na segunda. o vocalista foi pra platéia, tentando fazer com que o pessoal se animasse, e chegou a cair. sim, ele não caiu de propósito, e nem o baixista. ah! como se não bastasse (pela segunda vez) no final da segunda música, o batera jogou a bateria no chão, pegou o pedestal dos pratos e veio bem na minha (nossa, porque haviam mais pessoas lá, lógico.) direção e ameaçou jogar o pedestal em cima de mim. daí levantei o braço para pegar e ainda, olhando pra mim ele disse: fuck you.

fiquei totalmente sem reação. queria ter usado todo estoque de palavrões que eu aprendi em 7 anos de inglês, mas não consegui e só com ele lá longe eu gritei de volta: fuck you. que me deixou bem constrangida por sinal.

enfim… este show, este foi muito ruim. muito mesmo. decepcionante. daí o mion entrou e disse: achei que só eu tinha percebido. porque foi a coisa mais ridícula desse prêmio. e o pior: ele ainda ganham pra isso.

anyway, o show do fresno com os pai e tio de sandy e junior foi muito legal.

vocês percebem que junior, sandy e cia ltda estiveram com tudo nesse VMB?! uau!

uma experiência legal. se quero ir em outros? claro. mas não como platéia, nem convidada, nem artista. quero ir como produtora.





descobertas.

29 09 2008
rosas

rosas

descobri que passar perfume nas costas arde.
que olhar no olho não dói, mas dá um friiiiiio na barriga.
que subir escadas de dois em dois degraus cansa menos.
que ando, despropositadamente, mais rápido que a maioria das pessoas com seus passos largos.
e que ao andar meus pés formam dez pras duas (\\/).
e quando sentada cinco e trinta e cinco (/\\).
descobri que adoro cruzar as pernas. como homem.
e que odeio minha pseudo-franja.
descobri que gosto de café forte e doce.
descobri que uma opinião é muito importante e faz toda a diferença.
que se meus olhos tirassem fotos e meus pensamentos fossem gravados, seria uma ótima comediante.
que intitular é difícil.
que mesmo feia, AMO minha cicatriz.
descobri que não gosto porque preciso, preciso por gostar.
e quando gosto, eu gosto. sem mal gosto. nem mal gasto.
e que quero tudo numa coisa só.
e que eu gosto de opostos.