liberdade ainda que tardia.

1 09 2009

preciso aperfeiçoar meus dizeres. limpar as letras antes que virem palavras e estas devem ser seletas pra não gerarem frases sem porquê.

penso, logo me preocupo.
o que ando fazendo com a minha massa cinzenta aqui dentro dessa caixa de osso com um cadeado, do qual a chave não sei onde coloquei.
preciso abri-la pra libertar a angústia que precisa sair.
sinto.
fico louca.
a razão não é certa. o que sinto não se encaixa e a caixa ainda está trancada.
quem dera o cadeado fosse aqueles de senha, sabe?!
mesmo ficando aqui, tentando mais 5/ 6 mil combinações, a esperança mostrar-se-ia. ia.

tantas palavras…
são tantas.
a angústia permanece trancada.


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